Tendências de marketing de influência para 2019

Novos negócios e comunicação efetiva se fazem hoje com marketing de influência. Aqui nós mostramos os destaques do assunto de uma palestra da Campus Party.

03/06/2019 às 9:00

Neste artigo sobre marketing de influência você vai saber, sobretudo, quais são as principais tendências para 2019 e o que é o conceito, que tem revolucionado o mercado e alterado as formas de fazer publicidade.

Depois que as redes sociais se tornaram onipresentes, a forma de fazer publicidade mudou. Atualmente, sendo as principais ferramentas de comunicação e divulgação entre as empresas, elas ganham novas funções todos os dias. E como meio publicitário, têm gerado ampla visibilidade e muita receita. Na figura dos digital influencers, esse poder ganha ainda mais eco. Aliás, são eles que dominam o chamado marketing de influência.

Foto de uma palestrante em um palco falando sobre marketing de influência; ao fundo, tela de apresentação.
Bia Granja, do YouPix, em palestra sobre marketing de influência, na Campus Party 2019.

O marketing de influência consiste em estratégias que usam pessoas relevantes para se conectar com seu público-alvo. Um estudo da agência de marketing norte-americana Collective Bias revelou que 30% dos consumidores se sentem mais inclinados a comprar um produto quando ele é recomendado por um influenciador nativo digital.

Por outro lado, apenas 3% são influenciados por celebridades. Esse mercado movimentou US$ 1.07 bilhão apenas no Instagram em 2017. Inegavelmente, no ranking das redes sociais, o Instagram lidera o topo com 90% dos influenciadores em campanhas digitais. Em segundo lugar, vem o Facebook, com 42% e, em terceiro, o YouTube, com 37%.

Conteúdo e engajamento x número de likes

Com a nova função que o Instagram está testando no Canadá, de não exibir o número de likes nas postagens, o número de curtidas e seguidores do influenciador não será mais determinante para gerar leads e vendas. Com o objetivo de ter uma estratégia de Marketing de Influência bem feita, é preciso compreender a marca, o público que deseja impactar e os influenciadores. É uma tarefa nada fácil, porém crucial para o sucesso da marca.

De acordo com Bia Granja, cocriadora do YouPix, a influência digital tem sido determinante para a nova lógica do consumo impulsionada pela internet.

Foto de uma palestrante em um palco falando sobre marketing de influência; ao fundo, tela de apresentação.
Na palestra, Bia cita que 77% dos profissionais de marketing concordam que influenciadores entregam resultados como nenhum outro meio de comunicação.

Durante a Campus Party 2019, Bia contou que muitas marcas passam por diversas fases antes de aceitar o fenômeno. Primeiro vem a etapa de negação, quando desacreditam no poder dos influenciadores digitais. Em seguida, passam para a fase da raiva, quando veem a concorrência fazer algo que poderiam ter feito e não fizeram. Ainda pechincham e passam pela fase do desespero. Por fim, chegam à aceitação, quando se dão conta que precisam parar, analisar seu perfil e o mercado e, então, partir para uma construção adequada.

Estratégia e tática para o Marketing de Influência

Por conseguinte, ela desmistifica a crença de que o influenciador digital seja uma moda passageira. Ou seja, acredita que pensar em influência é altamente estratégico. Mas para a estratégia funcionar é preciso fazer um planejamento a partir dos pontos listados abaixo.

  • Definir objetivos claros;
  • Definir target;
  • Definir budget;
  • Definir objetivos mensuráveis;
  • Definir as redes sociais;
  • Estudar o target;
  • Definir a narrativa;
  • Fazer a criação ou cocriação;
  • Mapear e estudar os influenciadores;
  • Definir e contratar os influenciadores;
  • Preparar o briefing;
  • Começar a produção;
  • Publicar;
  • Amplificar e otimizar;
  • Mensurar e analisar;
  • Retroalimentar.

Foque em pontos importantes

Sob o mesmo ponto de vista, é preciso também ser tático e focar em pontos importantes, como:

  • Definir budget;
  • Mapear influenciadores;
  • Definir e contratar influenciadores;
  • Enviar briefing por intermediários;
  • Publicar o conteúdo;
  • Mensurar os resultados.

Portanto, o segundo ponto é focar em social video como elemento de conversa. Ele já aparece no topo de buscas do Google e todas as redes sociais estão investindo no formato. Uma vez que são fáceis de consumir e dinâmicos, os vídeos ganharam mais audiência pela facilidade dos pacotes de dados.

Ou seja, deixamos de assistir apenas passivamente e passamos a interagir com eles, usar como referência e transformar as nossas relações. No entanto, para fazer mais sucesso, o vídeo deve aparecer e fluir naturalmente, e não ser forçado à audiência. E as marcas devem usar o capital social como ponto de partida e não apenas como uso banal.

Como terceiro ponto, aparecem novas métricas. O engajamento de hoje é muito superficial. Assim, o clique não nos diz muita coisa. Não se trata mais sobre o número de seguidores, mas sim sobre fazer circular a mensagem em comunidades específicas.

Muitas agências entregam relatórios vazios que mostram apenas números sem nenhum aprofundamento, quando na verdade é o que as pessoas dizem o que nos interessa. Dessa maneira, queremos qualidade e não quantidade.

Foto de uma palestrante em um palco falando sobre marketing de influência; ao fundo, tela de apresentação.
Da cultura de massa à crowd culture, a sociedade está dividida em grupos bem específicos de influência.

Nicho é o novo luxo

Como quarto ponto, aparece o nicho como novo luxo. Não é porque um nicho específico tem  um pequeno grupo de pessoas interessadas que é preciso de um microinfluenciador. Na verdade, o que importa é o engajamento dentro desse contexto.

Ou seja, existe uma cultura de massa, que são gostos comuns, maiores, que muitas pessoas gostam; close culture, cultura relacionada a pessoas próximas, como família, amigos e colegas de trabalho; deep culture, com gostos bem específicos e particulares; e a crowd culture, impulsionada pela internet.

Cria-se a cultura da proximidade quando grupos menores passam a pautar a mídia de massa, em uma lógica inversa à regente de até então na mídia. Antigamente, existiam poucas pessoas influenciando muitas, e isso era absoluto. Hoje é o oposto.

Para se ter uma ideia, existem hoje 920 mil youtubers no Brasil com mais de 20 mil inscritos, deixando claro que a diversificação por nichos está cada vez maior. Já existem também empresas que monetizam conteúdos produzidos pelos usuários, em vez de ter grandes influenciadores. Investir em uma comunidade específica é essencial.

Somos todos criadores de conteúdo

Portanto, outra tendência é o Marketing Creator. Alguns anos atrás, o modelo seguia escalar uma celebridade, contratar uma agência de publicidade e uma produtora de vídeo para criar uma peça, comprar mídia nos grandes veículos e mensurar a partir de medidores como o Ibope.

Hoje tudo isso está fluido e a produção digital mudou a lógica, tornando tudo mais eficiente, justo e impactante. O e-mail marketing é outra ferramenta importante neste cenário. Aqui mostramos como alcançar mais clientes por meio dele.

Foto de uma palestrante em um palco falando sobre marketing de influência; ao fundo, tela de apresentação.
As tendências de 2019 para o marketing de influência incluem cocriação com influenciadores e buscar nichos específicos, entre outros.

Bia encerrou a palestra dando exemplo de cases de marcas nacionais que apostam em influenciadores digitais despreocupados com o número de seguidores. Ou seja, se importavam apenas com a forma como eles passavam a mensagem e integram com o público.

Tais influenciadores passam a atuar como cocriadores no conceito de campanhas, trazendo uma linguagem mais próxima do público. Nesta matéria, inclusive, falamos sobre como rentabilizar melhor com influenciadores digitais.

Aliás, aqui mostramos como reter mais clientes com ações de marketing. Quer saber ainda mais sobre este e outros assuntos? Então, continue ligado no Blog Vivo Empresas!

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