Edge Computing: entenda a computação pós-nuvem

Em tempos de crescimento da IoT, a Edge Computing oferece uma nova arquitetura para dar mais velocidade e segurança à computação de dados.

15/02/2019 às 11:00

O Edge Computing é apontado como tendência nos últimos anos. Esse conceito, portanto, não é exatamente novo. Entretanto, ele ganhou força com as perspectivas de crescimento exponencial da IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas em português). Assim, passou a ser uma peça fundamental na estratégia de TI de muitas empresas e startups.

Isso porque a nossa vida digital requer cada vez mais operações em que o tempo de resposta é crucial. O Edge Computing é um modelo de computação que pode responder a essa demanda dos dados. Prova disso é que, até 2022, o Edge Computing (ou computação de borda) estará presente em mais de 20% das implementações na nuvem na América Latina.

Edge Computing

Descubra o que é Edge Computing.

Além disso, a consultoria Gartner estima que 15% dos dispositivos e sistemas de interface com o usuário vão executar algoritmos de IA (Inteligência Artificial). Pensou em carros autônomos? Drones? Wearables? É isso mesmo, mas também muito mais. Continue lendo para entender melhor o que é Edge Computing e qual a sua importância.

Edge Computing: o que é computação de borda?

Quando falamos no crescimento da IoT, significa que cada vez mais teremos sensores nos carros, brinquedos, ferramentas, serviços, etc. Enfim, em tudo que é dispositivo que você puder imaginar – assim como o seu smartphone, uma geladeira ou um sistema de segurança doméstica. Todos eles conectados, gerando, trocando e produzindo novos dados. Desta forma, apenas cloud, não será suficiente frente a aplicações que (nem) se imagina.

É aí que entra o Edge Computing, que faz com que esse processamento dos dados se dê “nas bordas”, ou seja, nos próprios dispositivos conectados.  Você poderá encontrar também, ao pesquisar sobre o assunto, a expressão“fog computing”, mas é apenas um nome diferente para o mesmo conceito.

Quer um exemplo prático do uso do Edge Computing? Os carros sem motorista, ou autônomos. Eles têm capacidades computacionais gráficas e de processamento de alto desempenho. Por isso, são dispositivos de borda, autossuficientes em termos de capacidade de computação.

edge computing.

Entre as principais vantagens está a descentralização dos dados.

Por que o Edge Computing é importante?

Imagine se um carro autônomo só pode contar com a nuvem para processar os dados. Poderia haver problemas se um automóvel dependesse da infraestrutura de cloud para funcionar na largura de banda limitada, por exemplo. Afinal, o que aconteceria no caso de impossibilidade de acesso, ou de uma demora excessiva na análise dos dados?Acidentes na certa.

Ao descentralizar o processamento dos dados, o objetivo é que isso aconteça mais próximo da fonte geradora e do ambiente de uso das informações. Assim, diminui-se a latência (que é o tempo levado por um pacote de dados para ir da origem ao destino e voltar à origem). Isto é, quanto maior for a distância entre um e outro ponto, maior será a latência.

Agora você consegue entender a importância disso em qualquer tipo de aplicação que dependa da rapidez da resposta entre o usuário e o servidor, pois quanto mais alta a latência, mais comprometida fica a usabilidade.

O Edge Computing colabora na diminuição dessa distância, ou seja, torna mais curto o caminho que os dados devem percorrer – e isso reduz a latência. Resumindo e simplificando, o Edge Computing consiste, então, em descentralizar o processamento dos dados para que ele ocorra mais perto de onde as informações são geradas ou estão sendo usadas. Assim, a latência diminui e também as limitações de largura de banda.

Veja como o edge computing se alinha ao IoT.

Edge computing é uma tendência devido a uso crescente da Internet das Coisas.

Quais são as outras vantagens?

Além de minimizar os problemas ligados à latência e largura de banda, esse modelo de computação também oferece benefícios pela redução dos custos de transmissão de dados e pela menor carga das redes e dos servidores. Além de aumentar a velocidade de processamento, o Edge Computing também amplia a disponibilidade e a segurança. Com isso, pode trazer grande melhoria na qualidade dos produtos e serviços.

Por simplificar processos em que a velocidade da resposta é essencial, o Edge Computing tem presença nos fóruns de debates. Isso vem ao encontro das tendências apontadas por especialistas do mercado de tecnologia. E também dos planos de investimento de CEOs e CIOs em diversos setores.

O Edge significa o fim da nuvem?

Há quem diga que o Edge Computing significa o fim da cloud, agora ou em breve – como Peter Levine, investidor e sócio da Andreessen Horowitz, citado em artigo no portal CIO. “Uma grande parte da computação hoje feita na nuvem vai voltar para as extremidades da rede”. Ele disse isso em um evento promovido pelo Wall Street Journal em 2017.

Entretanto, a nuvem – dizem muitos outros especialistas – não sumirá totalmente: será complementada. Ela seguirá sendo utilizada em análises de grandes volumes de informação ou backup de dados, por exemplo. Ou seja, em aplicações para as quais o tempo de resposta não configura um fator essencial.

A nuvem pode usar o Edge Computing para diminuir a carga que, sem ela, teria de suportar sozinha. Empresas poderão armazenar na nuvem informações captadas de dispositivos de borda. Posteriormente, farão análises para obter novas ideias, criar ou aperfeiçoar negócios.

Edge Computing.

Especialistas acreditam que cloud e edge computing irão se complementar.

Esse futuro de dois modelos de computação coexistindo parece ser o mais assertivo. E com uma arquitetura trabalhando em prol da outra. O cenário ideal, segundo um diretor da IBM em artigo no TechRadar, seria aquele no qual as organizações fossem capazes de mover suas operações da cloud para Edge Computing sempre que fosse necessário. Para Neil Postlethwaite, a tomada de decisão poderá ocorrer mais perto dos sensores e dispositivos de IoT.

E aí gostou de conhecer o que é Edge Computing? Então, continue acompanhando o Blog Vivo Empresas para ficar por dentro das novidades e tendências que podem beneficiar os seus negócios. Aproveite para ler mais sobre como inovar na sua empresa e também sobre ferramentas de colaboração. Até a próxima!

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