Big Data: análise de dados pode otimizar seu negócio

Descubra como implantar e aproveitar da melhor forma possível esse processo na sua empresa.

30/11/2018 às 10:30

Você já ouviu falar em Big Data? É bom prestar atenção: esse termo vem ganhando espaço entre empresas online e offline e um dia ainda poderá ajudar o seu negócio.

O Big Data é baseado no princípio dos três Vs: volume, variedade e velocidade de informações. Basicamente, é ter acesso a um gigantesco volume (bilhões de registros) de dados, de grande variedade. Como por exemplo números, texto, categorias, imagens e vídeo e conseguir processar tudo com velocidade. E assim, desta forma, conhecer melhor determinado campo, a fim de otimizar métodos, modificar ações ou ainda reforçar abordagens.

“Talvez a maior mudança de comportamento que as empresas estão vivenciando hoje é descobrir a importância de coletar e armazenar o máximo possível de dados sobre todos os aspectos do negócio. Esse conjunto maior de dados pode trazer vantagens e permitir a realização de novas ações (internas ou externas). O que eram inviáveis antes. De certa maneira, estamos nos tornando acumuladores (hoarders) de informação. Pois, nunca sabemos quando um determinado dado vai ser relevante”, avalia Thoran Rodrigues, CEO da BigData Corp.

Big data pode ser a oportunidade de otimizar o seu negócio.

Big data pode ser a oportunidade que faltava para otimizar o seu negócio.

Pense, por exemplo, em um clube de futebol. Ele pode manter um banco de dados de atletas e cruzar uma série de informações antes de contratar determinado jogador. Dá para verificar a velocidade média e a distância percorridas ao longo de jogos nos últimos anos. Ou a frequência com que marca gols, o local desses gols, a participação direta em vitórias ou derrotas. Além das lesões e a recuperações, o tempo de permanência no gramado. Ou ainda questões extracampo, como o período de contrato, a evolução salarial, as sondagens do exterior, o número de filhos e o total de vezes que se ausentou por questões pessoais.

A lista de itens avaliados pode ser elevada de acordo com a necessidade e com a disponibilidade de dados. E a velocidade da análise é imprescindível. Uma vez que a todo instante novos fatos ocorrem, dados são gerados e influenciam nos resultados da pesquisa.

Big Data: hipóteses, experimentos e conclusões

Saber o que se quer antes de iniciar a investigação em cima das informações obtidas parece ser a chave de toda a questão. Afinal, conforme explica Rodrigues, “um projeto de Big Data é muito mais próximo de um projeto de pesquisa do que de um de tecnologia”. Sendo, portanto, necessário seguir passos diferentes para se atingir os objetivos.

Segundo ele, o primeiro passo é definir um problema e buscar a sua solução nos dados. Sendo que o resultado final pode simplesmente apontar que não há solução. Ou que ela é inviável de ser implementada na empresa.

“Em um projeto de tecnologia normal, pensamos simplesmente em ‘implementação -> entrega -> resultados’. Em um projeto de Big Data, é mais como ‘hipóteses -> experimentos -> conclusões’. E a conclusão pode levar para uma implementação ou não”, afirma o CEO da BigData Corp. Portanto, atirar a esmo é perda de tempo.

Quebrando paradigmas nas empresas

De acordo com Rodrigues, trabalhar corretamente com o Big Data pode levar a insights sobre diversos aspectos e áreas das empresas. Desde o comportamento dos consumidores até o planejamento de estoque. E é isso que leva a alterações de comportamento dentro das corporações, estejam elas na internet ou não.

Esse monitoramento é mais fácil na internet, mas também pode ser realizado offline, com câmeras, rastreadores de Wi-Fi e celulares. Rodrigues cita o exemplo que ocorre no varejo, de lojas que acompanham e medem quanto tempo o cliente passa olhando para cada seção ou produto. A partir disso, analisam o comportamento de compras para oferecer promoções direcionadas para o interesse daquele cliente. O que pode acontecer em tempo real ou após o cliente sair da loja.

Dicas para a implementação

Coleta

O primeiro ponto é coletar dados. Muitas empresas querem trabalhar com Big Data, mas não possuem o mínimo de dados (sejam eles internos ou externos) para conseguir chegar a alguma conclusão significativa. Mais importante do que qualquer ferramenta ou técnica de análise, é ter os dados certos para o trabalho que se deseja fazer.

Qualificação dos dados

Outro ponto importante é trabalhar na melhoria dos conjuntos de dados existentes. Qualquer análise que seja realizada sobre dados sem qualidade pode levar a decisões desastrosas. Então, a qualidade da informação é crucial, ainda mais quando lidamos com volumes muito grandes.

Custo

É possível começar sem custo nenhum. Se a empresa já tiver um conjunto de dados significativo, que pode ser classificado como Big Data. Existem ferramentas e tecnologias para se manipular e analisar esses dados que são totalmente gratuitas.

Só será necessário um investimento maior caso a empresa deseje contratar alguém para apoiar na execução de um projeto de Big Data. Ou se quiser contratar algum serviço para buscar dados externos e integrá-los aos dados internos. Ou ainda a outros serviços relacionados com os dados.

Gostou da notícia?

campo obrigátório

Cadastro efetuado com sucesso!

Em breve você receberá os melhores conteúdos para ajudar a gerenciar, expandir ou inovar o seu negócio